BUSCA   FALE CONOSCO 
 · Assine Provedor
 · Central do
   Assinante
 · Webmail
 · Arte & Foto
 · Auto & Moto
 · Caderno 2
 · Cineinsite
 · Cultural
 · Dez!
 · Economia
 · Empregos
 · Especiais
 · Esportes
 · Pan-Americano
 · Informática
 · Internacional
 · Local
 · Municípios
 · Nacional
 · Opinião
 · Polícia
 · Política
 · Rural
 · Saúde
 · Shopping
 · Televisão
 · Turismo
 · Vestibular
 · ZiGNOW
 · A TARDE News
 · Aonde Fica
 · Arquivo de Notícias
 · Downloads
 · Horóscopo
 · Loterias
 · Populares On Line
 · Tempo
 · Tradutor
 · WAP
 · Webcards
Indicar o site Ad. aos favoritos Sua home page Salvador, 16 de Agosto 2003   





08/07/2002
Outras notícias de Caderno 2 >>

Literatura
“Cristão das catacumbas”

DITADURA A partir da história do padre Renzo Rossi, Emiliano José descortina a dura realidade dos presos políticos no Brasil em novo livro.

Iza Calbo
 
O s subterrâneos da ditadura militar e o papel conciliador de um padre italiano radicado em Salvador e que chegou a visitar 14 presídios brasileiros em tempos de cárcere e tortura são descritos no livro As Asas Invisíveis do Padre Renzo Rossi. A obra, do jornalista, escritor, professor universitário e vereador Emiliano José (PT) será autografada amanhã, a partir das 18 horas, no Mosteiro de São Bento. Na última quarta-feira, de São Paulo, onde autografou o livro, ele falou por telefone sobre a obra, a amizade com o padre italiano – que esteve em São Paulo e já se encontra em Salvador – e como surgiu a idéia de escrever a respeito. A história do religioso é contada justamente por um ex-preso político, com prefácio de frei Betto, outro que teve a liberdade cassada. Com mais este título, Emiliano passa a figurar entre os jornalistas brasileiros que mais escreveram sobre o período ditatorial iniciado pelo golpe militar de 1964. As obras anteriores são: Lamarca, O Capitão da Guerrilha (em parceria com o jornalista Oldack Miranda), Marighella, O Inimigo Número Um da Ditadura Militar, Galeria F - Lembranças do Mar Cinzento e Narciso no Fundos das Galés. Confira os principais trechos da entrevista.
 
 
P – Fale um pouco do padre Renzo.
R – É uma figura extraordinária. Diferente de Lamarca e Marighella, que eram figuras de proa. Marighella era conhecido no mundo da esquerda, assim como Lamarca. Renzo era o cristão das catacumbas. Entre 1975 e 1981, ele visitou 14 presídios brasileiros, começando pela Bahia. Ele era o pároco da Capelinha de São Caetano, em Salvador. Solidarizou-se, ajudou com solidariedade, nunca quis converter ninguém, ajudou financeiramente. Conheceu e viveu de perto a dor das famílias, as torturas. Ele chegou ao Brasil em 1965 e costuma dizer que é baiano nascido em Florença, na Itália.
 
P – Quando você o conheceu?
R – Estive preso entre 1970 e 74 e, logo que saí da prisão, eu fui conhecendo o trabalho dele. Há quatro anos, fui fazer uma palestra na Itália e ele me falou de um diário que escrevia desde os 17 anos. São 539 cadernos, um armário de cadernos. E, aí, me surgiu a idéia de fazer o livro. Peguei os cadernos que tinham a história dos presídios e fiz a biografia dele, que é padre desde 1949 e começou a convivência com os operários italianos, capelão de fábrica, deparando-se com grande hostilidade por parte destes, a maioria comunistas. Mas ele foi conquistando as lideranças de Florença e desenvolveu uma amizade com elas. Numa igreja anticomunista, ele começa a entender o comunismo. Esta foi a primeira conversão dele, não no sentido religioso.
 
P – E a segunda?
R – A segunda foi em Salvador, quando prenderam Benjamim Ferreira de Souza, até hoje dirigente sindical do PT. Acompanhando a vida nos cárceres, ele percebeu que os presos eram materialistas e ateus. No entanto, aqueles rapazes e moças presos acreditavam na humanidade. Esperança, segundo as palavras do padre Renzo, é maior que a fé, definida por ele como um dom de Deus. Este é um livro de mais de 400 páginas. Trata da histórias dele e das que ele viveu e vivenciou. Em 1978, ele fez turnê para discutir com exilados, dirigentes políticos etc. Tudo no sentido de fundir a luta pela anistia, que ocorreu no ano seguinte, e quase que ele não consegue voltar ao Brasil.
 
 
QUANDO: AMANHÃ, A PARTIR DAS 18 HORAS
ONDE: MOSTEIRO DE SÃO BENTO (CENTRO)
EDITORA: CASA AMARELA

Outras notícias de Caderno 2 >>
Imprimir esta notícia
Enviar esta notícia por e-mail
30/07  -  Baú de monstros
28/07  -  Outros lançamentos
28/07  -  Crônica: Poeta do cotidiano
26/07  -  Conto - Roseane, a eleita
24/07  -  Três olhares sobre Lençóis
24/07  -  Uma voz contra a violência
23/07  -  Raça e classe
22/07  -  Bálsamo literário
21/07  -  Outros lançamentos
21/07  -  Trechos
Mais notícias relacionadas

Copyright © 1997 - 2003 A TARDE On Line.
Outras empresas do grupo: Jornal   Jornal A TARDE | Rádio Rádio 104 FM FM | Agência A TARDE Agência A TARDE