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Boletim
129 – jan/2006 – (71) 3115 7139/3115 7073
Fax 3115 4093
Senador
baiano defende calote nos direitos autorais
Cantores
e compositores, entre eles Belchior, Zezé Motta,
Fernando Brant, Paulo Sérgio Valle, Ronaldo Bastos,
Edmundo Souto, Walter Franco e Marcus Vinicius protestaram
nesta segunda-feira (16/01/06), no Senado, contra o
projeto de lei 532/03, que extingue o pagamento de direitos
autorais na execução pública de
músicas das trilhas sonoras dos filmes. Todas
as entidades que representam autores, produtores fonográficos
e editoras musicais assinaram manifesto, distribuído
em Brasília, contra o projeto, que tem sido defendido
ardorosamente da tribuna pelo senador César Borges
(PFL-BA), por puro interesse pessoal. O senador do PFL
é proprietário da Rádio Rio Novo
(em nome de laranja), empresa que chegou a ser lacrada
pela Justiça por falta de pagamento de direitos
autorais, denunciam os artistas. O projeto é
de interesse do senador Paulo Otávio (PFL), proprietário
de cinemas em Brasília. Tudo que o senador César
Borges (PFL) se mete tem problema. Ele já defendeu
até impunidade para os prefeitos corruptos. Agora
quer prejudicar os cantores e compositores. Para o deputado
estadual (PT) Emiliano José, é um senador
sem noção.
João
Almeida nega ter recebido dinheiro
O
deputado federal João Almeida (PSDB/BA), cujo
nome foi incluído na relação do
Dimasduto – um suposto caixa 2 que teria sido
organizado pelo ex-diretor de Furnas para financiamento
de campanhas eleitorais – negou em correspondência
enviada ao deputado Emiliano José (PT), que tenha
recebido dinheiro, conforme relatório em poder
da Polícia Federal de Brasília. “Afirmo
que não recebi dinheiro ilegal de caixa 2 de
Furnas ou de qualquer outra fonte”, disse ele.
E acrescentou: “Não tenho vergonha nem
medo de tornar público os colaboradores de minhas
campanhas. Sou inclusive o deputado baiano que declarou
maior volume de recursos ao TRE na última eleição.
Declarei tudo que recebi e gastei, lá estão
todas as fontes”. O deputado do PSDB baiano classifica
de “infeliz matéria” a informação
veiculada no site do deputado Emiliano José e
assina seu e-mail “com decepção
e indignação”. O deputado Emiliano
José (PT) disse acreditar em João Almeida,
por sua história de vida política, e espera
que a Polícia Federal esclareça de vez
todo esse caso.
Jutahy
Júnior diz que material é apócrifo
O
deputado federal Jutahy Júnior (PSDB-BA), cujo
nome é citado na relação do suposto
caixa 2 de Furnas, reagiu com grande indignação.
Considera o material apócrifo e afirma que há
mais de três meses chantagistas conhecidos tentam
vender à imprensa o tal dossiê, sempre
recusado “por ser claramente material falsificado”.
O deputado declarou: “Não conheço
este tal Dimas, não sei onde fica Furnas, nunca
estive lá”. Também solicitou uma
retratação pública pela divulgação
do que considerou uma “molecagem”. O deputado
Emiliano José (PT) decidiu retirar as informações
que citam nomes de seu site, em respeito aos parlamentares
baianos, embora não tenha retratação
nenhuma a fazer.
Denúncias
repercutem na Bahia
Muita
gente está telefonando para o gabinete do deputado
estadual Emiliano José (PT-BA) para saber a fonte
da informação sobre o dimasduto. Vários
blogs disponibilizam os relatórios que estão
em poder da Polícia Federal, em Brasília,
de acordo com informações do blog Amigos
do Presidente Lula. Segundo o blog, editado por Helena
Sthephanowitz, os delegados federais Praxíteles
Praxedes e Pedro Ribeiro já estão em Belo
Horizonte com o objetivo de investigar o suposto esquema
de corrupção em Furnas. Segundo a Folha
de S. Paulo, o autor da denúncia foi o ex-deputado
Roberto Jefferson, cassado no ano passado por quebra
de decoro parlamentar, o mesmo que denunciou o valerioduto.
O site do deputado Emiliano José, vale dizer,
divulgou o que está sendo veiculado com muita
intensidade na Internet e em alguns órgãos
da grande imprensa, sem emitir qualquer opinião.
PARA
LER O RELATÓRIO COMPLETO
http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/
www.amigosdopresidentelula.blogspot.com/
www.porumbrasilnovo.blogspot.com/
Jornal
O Globo denuncia esquema ilegal
O
jornal "O GLOBO" publicou, na coluna Panorama
Político (07/01/06), nota sobre um suposto esquema
de arrecadação para as campanhas do PSDB
em 2002. De acordo com o jornal, integrantes da CPMI
dos Correios receberam informalmente cópias de
um documento de cinco páginas, acompanhado de
um laudo do perito Ricardo Molina. O documento está
com a Polícia Federal, que investiga o esquema
supostamente operado por Dimas Toledo, ex-diretor de
Furnas. Segundo a nota, "o documento teria sido
elaborado, assinado e autenticado em cartório
pelo próprio diretor de Furnas". "Usando
o poder de seu cargo, [Dimas Toledo] arrecadou recursos
junto a colaboradores, fornecedores, prestadores de
serviços, corretoras de valores, seguradoras
e bancos que tinham relações com a estatal",
afirma o jornal.
Documento
lista os doadores
De
acordo com a nota do jornal O GLOBO, o documento lista
os principais doadores da campanha tucana, as campanhas
beneficiadas e os valores que elas teriam recebido nos
dois turnos das eleições. "Os dados
disponíveis e o que se conhece da investigação
na PF ainda não permitem precisar se os recursos
arrecadados constam da contabilidade oficial ou se fazem
parte de um caixa dois que levantou R$ 39,9 milhões".
Segundo a coluna Panorama Político, as campanhas
majoritárias do PSDB e aliados à Presidência
da República, em São Paulo, Minas Gerais
e Rio de Janeiro teriam sido abastecidas pelos recursos
captados pelo então diretor de Furnas. "Segundo
o documento, o dimasduto ajudou a financiar campanhas
de deputados tucanos, do PFL, do PMDB, do PTB, do PP,
do PSC e do PL de vários Estados". Entre
os parlamentares incluídos na lista, estariam
inclusive investigadores da CPMI dos Correios e relatores
de processos de cassação do Conselho de
Ética da Câmara.
PF
investiga suposto caixa 2 de Furnas
Deu
na FOLHA DE S. PAULO (10/01/06): “A direção-geral
da Polícia Federal confirmou ontem que investiga
a origem e o conteúdo de papéis entregues
ao órgão no final do ano passado sobre
a suposta existência de um caixa dois comandado
por funcionários da estatal de energia Furnas
Centrais Elétricas e que teria arrecadado cerca
de R$ 40 milhões na campanha de 2002. Furnas
tem sob seu controle dez usinas hidrelétricas
e atua no Distrito Federal e nos Estados de São
Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito
Santo, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Paraná
e Rondônia, onde estão 51% dos domicílios
do país. Segundo os papéis --cinco páginas
que são cópias de uma cópia autenticada--,
156 candidatos a presidente, governador, senador, deputado
federal e deputado estadual de diversos Estados e partidos
receberam recursos, nas eleições de 2002,
por meio desse suposto esquema de caixa dois. O dinheiro
teria sido conseguido 'por intermédio de Furnas,
entre colaboradores, fornecedores, prestadores de serviços,
construtoras, bancos, fundos de pensão, corretoras
de valores e seguradoras', segundo diz o cabeçalho
desses papéis. A declaração, datada
de 30 de novembro de 2002, traz uma assinatura supostamente
reconhecida em 2005 em um cartório do Rio de
Janeiro e atribuída a Dimas Fabiano Toledo, que
foi diretor de engenharia de Furnas durante 12 anos
e trabalhou na empresa por mais de três décadas.
Ele pediu afastamento do cargo em 2005, logo após
o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) ter denunciado,
em entrevista à Folha, a existência de
supostos esquemas de desvio de recursos públicos
em Furnas.
PF
procura documento original
Da
FOLHA DE S. PAULO (10/01/06): “A Polícia
Federal está agora à procura do suposto
documento original que deu base às cópias.
No mesmo inquérito que investiga a estatal, a
polícia já tomou o depoimento do lobista
Nilton Monteiro, que teria informações
sobre os papéis. Monteiro é o mesmo lobista
que revelou documentos --depois reconhecidos como autênticos
pela Polícia Federal-- sobre a existência
de um caixa dois na campanha eleitoral de 1998 do então
candidato à reeleição ao governo
de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB).
Os papéis identificam nominalmente cem doadores,
incluindo algumas empresas públicas. Na última
página há uma explicação
sobre a suposta forma pela qual os recursos foram distribuídos
que sugere a existência de outros documentos que
formariam um mesmo dossiê. "Todos estes valores
foram repassados aos coordenadores de campanhas dos
candidatos, sendo estes os responsáveis pelas
distribuições dos recursos acima mencionados,
conforme planilhas apresentadas e com os respectivos
acordos de recebimentos", diz o documento”.
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