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Edição
13 - junho/2003 - Fones (071) 370-7139/370-7073 Fax
370-4093
AUDIÊNCIA
PÚBLICA O NEGRO NA EDUCAÇÃO
Dia 18 de junho, quarta-feira, 19h
Local: Colégio estadual Polivalente San Diego
(Fim-de-linha da Rua Direta do Uruguai)
Promoção
Comissão especial para Assuntos da Comunidade
Afrodescendente (CECAD), da Assembléia Legislativa
da Bahia
APOIO:
Grupo de União e Consciência Negra da Bahia
(Grucon); Escola Luiza Mahim; Colégio Estadual
San Diego e Centro de Arte e Meio Ambiente
Programação
Abertura: Deputado estadual Emiliano José (PT)
- presidente da CECAD
Ana Rosa – Presidente do Grucon
Profª Maria de Lurdes – Escola
Luiza Mahim
Profª Narcimara Luz – UNEB
Normando Batista – CECUP
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CONCEIÇÃO DO COITÉ
Emiliano e Superintendente do Banco
do Nordeste anunciam mais empréstimos
para toda a região do semi-árido
O Superintendente do Banco do Nordeste,
Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, o deputado
estadual Emiliano José (PT) e o deputado federal
Zezéu Ribeiro (PT) cumpriram agenda conjunta
no município de Conceição do Coité,
fizeram palestras no Centro Cultural, visitaram o assentamento
Nova Palmares, o Campus da UNEB e se reuniram com agricultores
e comerciantes locais no auditório do Sindicato
dos Trabalhadores Rurais (STR) entidade que através
do Movimento de Organização Comunitária
(MOC) e Associação Comercial será
responsável pelo credenciamento dos parceiros.
O Superintendente do Banco do Nordeste, que se fez acompanhar
da Gerência de Feira de Santana, afirmou que o
objetivo é incrementar negócios na região
aumentando a aplicação de recursos e reduzindo
a inadimplência. Ele informou que o Banco do Nordeste
tem aplicados R$ 5 milhões em Conceição
do Coité, com registro de apenas 5% de inadimplência
o que incentiva a instituição a aumentar
as aplicações. A palestra de Paulo Sérgio
Rebouças Ferraro versou sobre “A política
de desenvolvimento do Governo Lula e o Banco do Nordeste”.
O deputado Emiliano ressaltou que o
crédito é fundamental para o desenvolvimento
de Conceição do Coité, mas considera
necessário a implementação de ações
conjugadas, neste sentido anunciou que em agosto será
realizada uma Audiência Pública da Comissão
de Agricultura da Assembléia Legislativa visando
a discussão de um projeto integrado para a região:
“Observamos que o Governo Lula pretende inverter
as prioridades, beneficiar principalmente os pequenos
agricultores e microempresários, criar condições
de desenvolvimento sustentável, seguir o exemplo
da economia solidária da APAEB que gera 800 empregos
diretos, enquanto a Ford emprega um número reduzido
de técnicos de fora da Bahia”.
A visita dos deputados petistas e da
chefia do Banco do Nordeste foi organizada pelo PT municipal,
pela Assessora Parlamentar de Emiliano José em
Conceição do Coité, Elizângela
Azevedo, pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, ORSIBA,
ASCOM, TV Cultura do Sertão, Câmara de
Dirigentes Lojistas. O público foi composto de
representantes das Associações de Moradores
de vários bairros, das associações
comunitárias rurais, pequenos produtores, estudantes,
técnicos da EBDA, representantes do departamento
de Educação da
UNEB, da APAEB de Valente, dos vereadores
do PT Arivaldo Mota e Adalberto Gordiano.
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Deputado Emiliano José (PT):
“Os números do IBGE, que
acabam de ser divulgados, comprovam o acerto das políticas
afirmativas a favor da promoção dos afrodescendentes,
inclusive a política de cotas nas universidades
e nos concursos públicos. Questão de justiça.”
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Os números do IBGE
Negros ganham 30% a menos que
mulheres brancas
As
mulheres brancas ganham menos que os homens brancos.
Os negros e pardos ganham menos que as mulheres brancas.
Essa é a lógica do mercado brasileiro,
diagnosticada pelo "Síntese de Indicadores
Sociais 2002", com dados de 2001, divulgada dia
12 de junho de 2003 pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).
O rendimento médio dos negros e pardos foi de
50% do dos brancos em 2001. A média de ganho
mensal entre os brancos era de 4,5 salários mínimos.
Entre os negros e pardos, de 2,2 mínimos.
Essa remuneração corresponde a 30% menos
do que a recebida por mulheres brancas. A desigualdade
também pode ser refletida nos percentuais de
ocupação em trabalhos domésticos.
Nesse setor, estavam 22,8% dos trabalhadores negros
ou pardos e 6,3% de brancos.
No
1% da população mais rica (com 14% do
rendimento total), 88% eram de cor branca. Entre os
10% mais pobres (com 1% do rendimento total), 68% eram
negros e pardos.
NA
HORA DO VESTIBULAR
Embora
tenham avançado no nível educacional,
os negros e pardos continuaram a encontrar fortes desigualdades.
Na população acima de dez anos, a média
de estudos entre os brancos é de sete anos. Entre
os negros e pardos, de
cinco
anos.
Os brancos com pelo menos 12 anos de estudo correspondem
a 16,4% da população ocupada nesse segmento.
Até quatro anos de estudo, a fatia era de 29,8%.
Entre os negros, os índices eram, respectivamente,
4,6% e 46,8%. Entre os pardos, 44% e 49,5%.
Os
analfabetos funcionais (até quatro anos de estudo)
negros ou pardos acima de 15 anos, em 2001, eram 36%.
Entre os brancos na mesma condição a taxa
era de 20%.
Na
hora do vestibular, a coisa também é desigual.
Embora o percentual de vestibulandos não seja
tão discrepantes na população de
20 a 24 anos (4,9% para brancos e 4,3% para negros),
o índice de entrada na universidade é
bastante diferente. Nesse segmento, para 53,6% de brancos
cursando o nível superior, havia apenas 15,8%
de negros e pardos.
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