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Boletim
nº 71 - Outubro/2004 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Emiliano indenizado por crimes da ditadura
Trinta e seis anos depois de ter seus direitos
violados pelos militares da ditadura, o hoje deputado
estadual Emiliano José (PT) obteve finalmente reconhecimento
prático, por parte do Ministério da Justiça,
de status de anistiado político, com direito à
reparação econômica em caráter
indenizatório. Emiliano José, que era bancário
em São Paulo, foi obrigado a abandonar o emprego
de oito anos para proteger sua própria vida, e
entrar na clandestinidade para continuar exercendo o direito
de divergir e lutar contra a ditadura militar. E foi como
militante clandestino da Ação Popular que
acabou preso, torturado e condenado a sete anos de prisão,
dos quais cumpriu quatro, na Penitenciária Lemos
de Brito, em Salvador.
Ditadura
está saindo caro ao país
O prejuízo causado ao Brasil pela aventura de
24 anos da ditadura militar é tão grande
que não dá para a União pagar todas
as indenizações em curto espaço
de tempo. Dia 20/20/04 a imprensa publicou o reconhecimento
de mais 45 anistiados políticos – entre
os quais Emiliano José - com direito a reparações
econômicas mensais em caráter indenizatório,
além de quantias retroativas devido às
perseguições sofridas durante o regime
militar.
Justiça
para os que já faleceram
Algumas das indenizações publicadas são
em caráter "post mortem", como a de
Rubens Manoel Lemos, pai de Marcos Realli Lemos, militante
do PT de Salvador, funcionário do escritório
Advocacia Trabalhista Operária (ATO), do advogado
Rogério Athaide. Barbaramente torturado, Rubens
Lemos quando esteve preso no DOI-CODI de Recife, em
outubro de 1973, foi testemunha do martírio de
José Carlos Novais Mata Machado, dirigente da
Ação Popular, assassinado pelos militares
numa selvagem sessão de tortura. Da Bahia, além
de Emiliano José, o veterano oposicionista à
ditadura, Magno Burgos, também foi indenizado.
Leia matéria na íntegra em www.emilianojose.com.br
Combate
à corrupção repercute na Assembléia
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
instalava (19/10/04), no Salão Leste do Palácio
do Planalto, o Conselho de Transparência Pública
e Combate à Corrupção, vinculado
à Controladoria Geral da União, comandada
pelo ministro Waldir Pires, o deputado Emiliano José
(PT), no mesmo instante, discursava na Assembléia
Legislativa da Bahia, saudando a criação
do órgão que representa um passo à
frente na luta contra a corrupção na administração
pública do Brasil.
Leia discurso na íntegra em www.emilianojose.com.br
Prefeitura
persegue projeto Leitura na Praça
No apagar das luzes, a famigerada e truculenta SUCOM,
da administração do prefeito Imbassahy,
notificou Lázaro César Planzo Sanches,
coordenador do projeto Leitura na Praça, que
há quatro anos se realiza, à rua Teixeira
de Barros, em Brotas. Proibido em via pública
é o teor da notificação da SUCOM.
Isso significa que a prefeitura está proibindo
a realização de um projeto comunitário
que disponibiliza, gratuitamente, à população
15 mil livros e revistas. Cerca de 50 mil pessoas freqüentam
a biblioteca popular por dia. Emiliano José (PT)
achou tão absurda a proibição que
protocolou, na Assembléia Legislativa da Bahia,
uma Moção de Repúdio.
Pesquisas
comprovam previsão de Waldir Pires
Duas pesquisas divulgadas pela imprensa revelaram que
a previsão do ministro Waldir Pires está
prestes a se tornar realidade. O ministro da Transparência
previu, no dia em que o PT manifestou apoio à
candidatura de João Henrique, no segundo turno,
que as oposições unidas dariam uma vitória
a João Henrique por volta de 80% dos votos. A
pesquisa Painel Brasil (16/10/04) deu 65,8% para João
e apenas 23,1% para César. A Pesquisa Ibope (19/10/04),
encomendada pela Rede Globo, deu para João 66%
e para César apenas 25%. A rejeição
de César chega a 55,8% na pesquisa Painel Brasil.
Assim, a perspectiva é o crescimento das intenções
de votos para João Henrique.
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