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Boletim
nº 89 - Maio/2005 – (71) 3115 7139/3115
7073 Fax 3115 4093
Festa de premiação do Top Web
O deputado Emiliano José (PT) vai comparecer à festa de premiação do Top Web da ADVB, a se realizar na próxima quarta-feira (18/05), às 19h, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA. Seu site foi indicado e disputou a premiação. Ao todo, 40 empresas participaram do concurso, dividido em 16 categorias. A Olhando Comunicação foi a empresa de webdesign que criou o site do deputado, escritor, jornalista e professor universitário. Com o Top Web a Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas da Bahia (ADVB-Ba) pretende homenagear profissionais que se destacam na criação e inovação na Internet.
Por que Lula vetou aumento na Câmara Federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou uma decisão corajosa ao vetar um reajuste de 15% para os já privilegiados funcionários do Congresso Nacional e do TCU. O aumento, votado pelos 300 picaretas, custaria R$ 600 milhões ao Orçamento da União. É evidente que iria gerar um efeito cascata, pois os demais servidores teriam o mesmo direito, o que subiria o custo para inacreditáveis R$ 9 bilhões, praticamente todo o dinheiro que o governo federal tem para investimentos novos em estradas, pontes e hospitais. E pior, o descontrole nos gastos públicos seguramente iria contaminar a economia, a grande torcida da turma de FHC.
A herança maldita de Imbassahy
Nos últimos três meses de desgoverno, Antônio Imbassahy (PFL) cavou um enorme buraco para João Henrique (PDT). Só um contrato irregular com o Hospital Sagrada Família envolveu recursos da ordem de R$ 6 milhões. Uma análise do Diário Oficial do Município revelou que foram feitas 227 alterações no Orçamento Municipal, o que representa 4 alterações por dia útil, ou R$ 2,5 milhões por dia, envolvendo no total recursos da ordem de R$ 153 milhões. Ocorreram 30 dispensas de licitação acima do valor legalmente permitido, um total de R$ 2,1 milhões de despesas sem licitação. O deputado Emiliano José fez detalhado pronunciamento na Assembléia Legislativa da Bahia sobre o Baile Fiscal do ex-prefeito. Está na íntegra no site.
Fez a desova e foi para Miami
Nos três últimos meses de Imbassahy, foram prorrogados 439 contratos, oito por dia, a maioria por mais de um ano. Foram aditados ou realizados 151 convênios. A febre pelos convênios na Secretaria Municipal de Educação e Cultura e na Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social foi tanta, que chegou a ser celebrado um convênio com a Associação São Vicente de Paula, de Recife. Ninguém sabe exatamente por que. Uma espécie de baile da Ilha Fiscal. Na saída, Imbassahy celebrou 10 contratos para reforma de escolas municipais, R$ 150 mil, por unidade escolar. Foram privatizadas 7 unidades de saúde, durante apenas seis meses, por R$ 1.6 milhão. A secretária de Saúde gastou R$ 5,5 milhões nos últimos meses com suposta aquisição de remédios, mesmo período que a imprensa revelava toneladas de medicamentos jogados no lixo. Foi uma desova.
Presente para empreiteiros
Na última hora, o ex-prefeito Imbassahy publicou 15 declarações de interesse público visando desapropriações de áreas por toda a cidade. Um desespero. O deputado nomeou algumas das empreiteiras beneficiadas no apagar das luzes: Construtora OAS; Construtora NM Ltda; PMPAR S.A.; Fundação de Seguridade Banco Econômico; Nacional Iguatemi Empreendimentos. Imbassahy destruiu o equivalente a 380 campos de futebol, praticamente extinguindo as reservas de Mata Atlântica da Avenida Paralela e da Cidade de Salvador. Para completar, o contrato com o Consórcio Camargo Correia Andrade Gutierrez, do Metrô, foi prorrogado às pressas por mais três anos, com prazo para findar em 2007. O ex-prefeito também contratou uma Consultoria por R$ 50 mil para ajudá-lo a contratar outra Consultoria. E depois viajou para os states.
Crise orçamentária ameaça UNEB
O Conselho Universitário da Universidade Estadual da Bahia (UNEB) enviou documento ao governador Paulo Souto lamentando a atual situação orçamentária e financeira da instituição. "Ressaltamos que o orçamento proposto por esta Universidade para o exercício de 2005 foi da ordem de R$ 373.717.000,00, no entanto foram aprovados apenas R$ 113.339.000,00 somadas as fontes 14 e 00, sendo insuficiente para cobrir as despesas fixas da UNEB que somam hoje R$ 124.988.719,00. Temos ainda o DEA (Despesas do Exercício Anterior) de R$ 4.639.652,00, totalizando déficit de R$ 16.284.371,00. Vivemos na incerteza de não podermos executar o orçamento aprovado, nem mesmo gerar novas despesas que garantam o mínimo funcionamento da instituição". O documento foi lido na Assembléia Legislativa pelo deputado e professor Emiliano José (PT).
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