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Edição
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Justiça na
Bahia
Tribunal de Justiça tranca ação
penal de Imbassahy contra Emiliano
Em acórdão publicado no Diário
do Poder Judiciário de 26/03/2003, o Tribunal
de Justiça da Bahia determinou o trancamento,
baixa e arquivamento, da ação penal contra
o vereador Emiliano José (PT), movida pelo prefeito
de Salvador, Antônio Imbassahy (PFL), desde 2001.
O prefeito entrou com queixa-crime na 9ª Vara Criminal,
julgando-se " ofendido" em sua honra, por
ter o boletim informativo do ex-vereador e atual deputado
Emiliano José publicado, entre outras, as seguintes
manchetes: "Imbassahy escandaliza Salvador com
dispensa de licitações"; "Prefeito
envia contas camufladas para a Câmara" e
ainda "Seis meses de calamidade administrativa
na gestão Imbassahy".
A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça,
por unanimidade, confirmou o pedido de habeas-corpus
com pedido de liminar por constrangimento ilegal e ordenou
o trancamento da ação penal, impetrado
pelo advogado Fernando Santana, em favor de Emiliano
José, garantindo-lhe imunidade parlamentar e
considerou sem fundamentação a queixa-crime,
assinada pelo advogado Alfredo Venet Lima. “Cabe
a quem exerce o mandato de vereador apreciar e deliberar
sobre as contas do prefeito municipal, expostas ao domínio
público não cabendo a intenção
de ofender ou agir de má-fé por tal comportamento”,
escreveu o desembargador Alexandre Sampaio em seu despacho.
NOVOS
TEMPOS
Segundo a queixa-crime, o então vereador Emiliano
José teria incorrido em crimes de calúnia,
injúria e difamação, previstos
na Lei de Imprensa, também pelas seguintes expressões:
“Ao analisar as contas municipais do exercício
de 2000, Emiliano descobriu que a prefeitura não
aplicou em educação o percentual de 25%
das receitas, exigidos pela Constituição
Estadual, camuflando de maneira grosseira a contabilidade
oficial, incluindo lançamentos indevidos, não
computando na base de cálculo receitas provenientes
das taxas e até erros a maior em simples operações
de somar. Também descobriu que a comunicação
da prefeitura gastou R$ 14,4 milhões sob disfarce
da rubrica “difusão cultural”.O deputado
Emiliano José, ao tomar conhecimento da decisão
final da Justiça, afirmou que “trata-se
da confirmação de novos tempos na Justiça
baiana, que se libertou do mandonismo nefasto exercido
por Antônio Carlos Magalhães e seus lacaios,
dos quais o prefeito Imbassahy faz parte”. Para
Emiliano José “este será com certeza
o destino de outros processos semelhantes movidos pelo
Correio da Bahia, TV Bahia e ex-senador ACM Júnior”.
Emiliano
resenha livro de Marilena Chauí
"Universidade como supermercado"
Marilena Chauí tem se dedicado com rara insistência
a discutir a Universidade brasileira. Os textos desse
livro (Escritos sobre a Universidade. São Paulo:
Editora Unesp, 2001, 205 págs.) são versões
modificadas de ensaios produzidos por ela ao longo dos
últimos 20 anos. E constituem um precioso legado
para quem pretenda refletir sobre os destinos da Academia
no Brasil. A autora rema contra a maré. Quem
pretender algo na linha acomodatícia, desista
logo no início. Ela investe contra procedimentos
já instalados na Universidade e sempre sustenta
seu argumento contextualizando a instituição
universitária num quadro amplo, assestando suas
baterias contra a prática e o pensamento neoliberais(...).
Leia íntegra da resenha em www.emilianojose.com.br
Fome
Zero
A fome
agride a ética das relações humanas
Em palestra para estudantes de direito da Universidade
Católica de Salvador, o deputado estadual Emiliano
José (PT-BA) defendeu as ações
emergenciais do governo federal para combater a miséria
no Brasil. "
Nove milhões de família ganham menos de
um dólar por dia no Brasil. São mais de
44 milhões de pessoas que sobrevivem abaixo da
linha de pobreza, comendo pouco ou quase nada. Apurados
pelo IBGE em 2000, esses números impressionantes
desnudam o Brasil Real e deram lastro para a definição
da principal ação social do presidente
Luís Inácio Lula da Silva, no seu primeiro
ano de governo, o projeto Fome Zero" .
O deputado Emiliano José falou aos estudantes
de Direito da Universidade Católica de Salvador, no
dia 11 de março. A palestra, organizada por alunos
da disciplina Ética, ministrada pelo professor
Heron Santana, reuniu também técnicos
do governo do estado da Bahia para falarem do programa
+Vida, a versão baiana do projeto de combate
à fome do governo federal.
Emiliano ressaltou as palavras do presidente Lula, reafirmadas
logo após a vitória nas eleições
presidenciais, de que, se ao final do seu mandato todos
os brasileiros tivessem condições de fazer
ao menos três refeições por dia,
teria realizado o grande projeto de sua vida. A fome,
diz o deputado, “é uma agressão
à consciência, à ética da
solidariedade, à ética das relações
humanas, às nossas emoções mais
finas”. Ainda pairam desconfianças e críticas
ao real alcance do Fome Zero, salientou Emiliano. Entretanto,
ele lembra que, já no preâmbulo desse projeto,
é dito que a fome no Brasil não é
uma questão furtiva ou ocasional. “As raízes
estão na má distribuição
da renda”. Segundo ele, “se se cotejasse
aquilo que se produz em termos de calorias no Brasil,
daria para saciar a fome de todo o povo brasileiro”.
Ele defende que, não obstante a necessidade de
se construir bases sólidas para a distribuição
da renda, através da geração de
emprego, de reforma agrária, etc., há
a necessidade imediata de combate à fome dos
milhões de Brasileiros. “É preciso
atacar o que tem que ser atacado emergencialmente”.
Recursos escassos
No quadro geral da fome do Brasil, o Nordeste é
a região que concentra o maior número
absoluto de pessoas em condições de miséria.
São mais de 13 milhões vivendo abaixo
da linha de pobreza. A Bahia, também em termos
absolutos, ocupa uma incômoda posição
de destaque: segundo dados do IBGE, 54,8% dos baianos
são considerados miseráveis. O estado
teve 54 municípios incluídos na primeira
fase do programa Fome Zero.
Emiliano reconheceu que, neste primeiro ano, o projeto
não conseguirá atender toda demanda da
população necessitada. “Os recursos
não são infinitos e é preciso lembrar
que trabalhamos este ano com o orçamento que
foi elaborado pelo governo Fernando Henrique”.
Por essa razão, os coordenadores do programa
elegeram áreas críticas do país
para a ação imediata: o semi-árido
nordestino, o Vale do Jequitinhonha, as áreas
de quilombos, os assentamentos e as tribos indigências
em condições de penúria. Para este
ano, o governo federal trabalha com um orçamento
de US$ 1,8 bilhões para o programa. Emiliano
acredita que, apesar das limitações do
orçamento e das dificuldades de enfrentar um
problema tão grave e alarmante, o projeto do
governo Lula será o impulsionador de mudanças
profundas no país. “O programa Fome Zero
é parte de uma epopéia mais ampla de modificar
as estruturas econômicas e sociais do Brasil",
concluiu.
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