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COMBATE POLÍTICO ATRAVÉS DA IMPRENSA

Prefácio do autor para a edição eletrônica

Um estímulo à participação política

Há sempre um temor em falar de textos do passado. Nós mudamos ininterruptamente. Esta é a vida, para repetir uma obviedade. O risco é sempre o de pretendermos desenvolver a crítica do que fizemos. Só que lá éramos um. Aqui, outro. Assim, quando penso no livro Narciso no fundo das galés fico temeroso em escrever qualquer coisa. Trata-se de uma reunião de artigos, sempre sobre a atualidade, feitos a quente.

Essa preliminar é importante. Um leitor desavisado, ao passar os olhos por quaisquer deles, poderá se perguntar por que eu pensava daquela maneira. Ou por que penso como hoje. Porque tudo muda, e nós, nossa consciência, nossas compreensões do mundo vão mudando também.

É provável que o prefácio de Cremilda Medina, honroso para mim, ajude a compreender o livro. O que devo registrar é que a estrutura dele foi sendo construída ao longo de alguns anos. O jornalismo, aqui sob a forma ensaística, foi arma de combate político, e que não se tenha medo de afirmar isso. Dou opiniões, tomo posição sempre. Tenho lado. Arrisco-me a tomar partido.

O leitor me encontrará ao lado da democratização dos meios de comunicação, do fortalecimento do Legislativo, de uma relação independente entre o Estado e os movimentos populares, a favor do controle externo do Judiciário. Como irá me encontrar ao lado da reforma agrária, da participação política dos cidadãos e cidadãs, do respeito ao meio ambiente, combatendo a pequenez do corporativismo.

O leilão das estatais encontrará em mim um adversário e a luta dos índios um aliado. A Nova República é saudada por mim com efusão, mas, na seqüência, revela-se o desencanto com os rumos dados por Sarney. Há textos que refletem as angústias e esperanças da América Latina. E, também, os dilemas do socialismo, que afinal enfrentamos até hoje.

Certamente, com os olhos de hoje, serão notados muito equívocos, alguns deles que eu próprio assumiria, outros que olhares mais argutos apontariam. A mim, no entanto, importa observar a intervenção política à luz do acontecimento. A quente, como dizia antes. Alegro-me de, por anos, escrever sem medo, com ousadia, enfrentando o debate. Foi um aprendizado constante, no qual persisto.

Gosto especialmente de alguns textos. Como A República de Gog, onde se desmonta o terrorismo de Mário Amato e se defende o PT (eu era do PMDB). Ou Narciso no fundo das galés, que dá título ao livro, onde se fala no crescimento do crime organizado no Rio de Janeiro e onde se combate duramente qualquer atitude de subestimação da participação política das camadas populares. A sociedade não tem margem, sempre se está nela, mesmo no fundo das galés, e por isso a cidadania é sempre a saída.

Ou ainda O suave sussurro do vento, apaixonada defesa do meio ambiente, que toma de empréstimo a carta-elegia do cacique norte-americano Seattle, de 1885: “Somos parte da terra e ela é parte de nós. Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. A terra não é sua irmã. Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiro”.

O leitor poderá decidir-se, no entanto, à vista desses textos recuperados no meu site. E não gostar dos que mais gosto. E concordar com alguns. Discordar de outros. O livro é isso: fonte de debate. Sobretudo o debate da imperiosa necessidade da participação política. Ninguém está à margem, por mais que o pretenda. E ele ressurge, no site, num momento essencial de ressurreição da política. Estamos sob um governo democrático, onde tudo é discutido e sob o qual a participação política é estimulada. Boa viagem para as companheiras e companheiros internautas.

Emiliano José
Fevereiro/2004

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Nota do autor

Para a edição eletrônica

Para a edição impressa

Publicitário Sydney Gomes de Rezende recomenda o livro para estudantes de jornalismo

"Emiliano pertence ao grupo de jornalistas politicamente engajados"

Por um estado democrático

Parte II

O grito do campo

A participação política

O leilão das estatais

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