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Diário do Legislativo destaca crise da universidade
Diário do Legislativo da Bahia registrou a Moção de Aplauso, de Emiliano José, ao professor Helington Rangel, que prevê a morte por asfixia das universidades estaduais
O Diário do Legislativo (18/07/05), órgão oficial da Assembléia Legislativa da Bahia, registrou a Moção de Aplauso ao jornalista e professor universitário Helington Rangel, proposta pelo deputado Emiliano José (PT), pelo lúcido artigo publicado em A Tarde sob o título A Caminho do Ocaso, em que afirma que se assiste na Bahia ao esvaziamento das universidades públicas estaduais. Segundo o professor, em pleno século XXI, o governo baiano trombeteia modernidade, porém, de forma torta e desajeitada: as quatro universidades sob sua tutoria estão a caminho de uma morte lenta pela asfixia financeira, não por incompetência administrativa e, sim, como efeito avassalador e demolidor de um fundamento ideológico, arquitetado e concretizado na diminuição persistente de recursos destinados ao ensino superior, em benefício da ascensão do setor privado. Leia matéria na íntegra: Diário do Legislativo, 18 de julho de 2005 ARTIGO SOBRE UNIVERSIDADES É DESTACADO POR EMILIANO O deputado Emiliano José, do PT, pediu que fosse inserido nos anais da Assembléia Legislativa um voto de aplauso ao professor universitário, economista e jornalista Helington Rangel pelo lúcido, profundo e bem fundamentado artigo intitulado A Caminho do Ocaso, publicado na página de Opinião de A Tarde de 13 de junho último. Em seu artigo, segundo diz Emiliano, o jornalista que durante décadas militou na imprensa de Salvador, para orgulho dos jornalistas baianos, afirma que se assiste na Bahia ao esvaziamento das universidades públicas estaduais e a canalização de recursos para empresas de ensino superior privado de duvidosa origem, sem qualquer destaque nas avaliações do Ministério da Educação.
Reproduzindo o que afirmou o autor do artigo, Emiliano assinala que a universidade estatal indiscutivelmente não é prioridade na agenda do governo baiano, que não conseguiu sequer aperfeiçoar e universalizar o ensino não superior: 21,8% do conjunto de crianças de 7 a 14 anos, no estado, estão fora da educação básica - um dos piores desempenhos da região Nordeste. Na prática, segundo afirmativa de Rangel, reproduzida na moção do deputado do PT, existe um hiato entre o currículo das escolas de segundo grau na Bahia e os padrões acadêmicos exigidos pelas universidades geridas pelo próprio governo.
Segundo o professor, em pleno século XXI, o governo baiano trombeteia modernidade, porém de forma torta e desajeitada: as quatro universidades sob sua tutoria estão a caminho de uma morte lenta pela asfixia financeira, não por incompetência administrativa e, sim, como efeito avassalador e demolidor de um fundamento ideológico, arquitetado e concretizado na diminuição persistente de recursos destinados ao ensino superior, em benefício da ascensão do setor privado.
De acordo com o que foi dito pelo professor Rangel - continua o parlamentar em seu documento - de qualquer modo, as universidades estaduais resistem, mal ou bem, contra tudo e contra todos que estão aí, com a mesma dignidade e abnegação de uma professora do curso de Medicina da Uefs que repassa aos seus alunos, futuros médicos, a técnica de medir a tensão de um corpo humano no único equipamento existente no departamento de saúde, superado e quebrado por falta de recursos financeiros. Como professor universitário - arremata Emiliano - Helington Rangel nos transmite a sensação de ameaça e medo da sociedade baiana quanto ao destino futuro das universidades públicas sob a gerência da atual administração estadual.
18/07/2005
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