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Zezéu Ribeiro desmascara falsa denúncia
A simples conferência na relação fornecida pela COAF revela que assessor de Zezéu Ribeiro foi ao banco Rural em dia que não houve saques nas contas suspeitas. Rodrigo Maia (PFL) mentiu de propósito.
O deputado federal Zezéu Ribeiro (PT), em pronunciamento na Câmara dos Deputados (19/07/2005), classificou como banditismo político a atitude do deputado Rodrigo Maia (PFL) de tentar enlamear seu nome, com o objetivo de destruir o PT. O deputado do PFL, além de omitir que seus próprios assessores foram ao Banco Rural 15 vezes, também omitiu os nomes de 65 outros assessores e deputados da lista dos que visitaram a agência bancária, selecionando apenas nomes do PT, ou supostamente vinculados ao PT. Quer dizer que para o filho de César Maia, os assessores dele foram pagar gasolina, mas os assessores dos outros parlamentares foram sacar dinheiro suspeito?
Indignado, o deputado Zezéu Ribeiro chamou o parlamentar do PFL de inescrupuloso. A inclusão do nome de Zezéu Ribeiro se deu porque um seu assessor freqüentou a agência do Banco Rural, onde ocorreram saques das contas das empresas de Marcos Valério. Mas o parlamentar do PFL deu azar na patifaria política. No dia em que o assessor de Zezéu Ribeiro foi à agência não houve saque nenhum, como ficou comprovado na checagem da relação do banco. O assessor na verdade ia ao banco fazer pagamentos de contas de energia, água e telefone da casa de sua família, conforme ficou apurado. Segundo Zezéu Ribeiro, não podemos admitir que se queira sangrar nosso partido e seus deputados com irresponsabilidades como essa do Deputado Rodrigo Maia. Esta Casa precisa dar um basta nessa onda de denuncismo barato, com filhinhos e netinhos que não têm história, que chegam aqui porque têm o painho e o voinho que os elegem, dando uma de arautos da moralidade e buscando enxovalhar nomes honrados. Se a moda pega, se não se punem exemplarmente essas atitudes, a sua proliferação vai se dar, e o Parlamento vai ficar à mercê desses irresponsáveis. Leia pronunciamento de Zezéu Ribeiro:
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Minhas senhoras e meus senhores,
Hoje venho a esta tribuna com muita indignação, pessoal e política. O que se está pretendendo fazer com essa onda de denuncismo não tem precedente na história do nosso País. Estamos vendo pessoas sem currículo algum tentarem enlamear quem tem uma prática histórica na defesa dos direitos sociais de quem sempre foi excluído do processo cultural, econômico e social do País. É preciso se questionar o que move esses representantes da elite brasileira ao atacar o Governo Lula, o Partido dos Trabalhadores e seus Parlamentares. Atitudes como a do Deputado Rodrigo Maia são calcadas em princípio da bandidagem. Senão vejamos: Quando uma pessoa comete um crime involuntário ou é acusada de cometê-lo, vai buscar um álibi para provar sua inocência. Quando o crime é premeditado, essa pessoa constrói antes o seu álibi para tentar, com isso, ser inocentada. Foi isso que fez o Deputado Rodrigo Maia. Segundo informação do jornal O Globo on line, um dia antes de fazer a denúncia de que Deputados petistas teriam assessores na lista de pessoas que foram à agência do Banco Rural, em Brasília, Maia enviou ao Presidente da CPI, como subterfúgio, como álibi, escondendo sua prática, olhando-se no espelho e vendo que sua prática deletéria pode prejudicar a outros, tentando enlameá-los, mesmo que seus assessores tinham ido ao Banco mais de 15 vezes. Os dele foram para pagar as contas de gasolina dele; o dos outros, não, têm que ser investigados. Essa é a triste realidade que vemos: pessoas serem envolvidas num processo desses. E o relatório da COAFI já mostrava que nos dias em que os assessores dele estiveram lá, vultosas somas foram retiradas da conta do Marcos Valério. Além disso, tentando manchar a honra dos Deputados petistas, Maia sonegou mais informações. O Correio Braziliense de domingo tornou de conhecimento público que assessores de mais de 65 Deputados estiveram no shopping ou no Banco Rural. E ele omitiu isso, para centrar as atenções no PT, de forma indecente, de forma maligna. Ontem esse inescrupuloso tentou dar uma de bom moço ao declarar, em entrevista ao Correio Braziliense, que perdeu o sono e perdeu 2 amigos por cometer uma ingenuidade de ter feito a denúncia. O próprio jornal reconhece que tinha esses dados em mãos e que não os divulgou porque quando da checagem entendeu que a lista não era confiável. No meu caso pessoal, a denúncia teve a intenção clara de provocar um desgaste na minha imagem, construída na Bahia à custa de um processo histórico de luta reconhecido pela população baiana. Vou entrar com uma representação contra o Deputado no Conselho de Ética por falta de decoro parlamentar e um processo na Justiça por danos morais. Não quero indenização financeira com esta causa, mas vou exigir a reparação junto ao povo baiano, esclarecendo que não tenho nenhum envolvimento neste caso. Querem atingir também o partido, que, ao longo dos últimos 25 anos, foi diferencial da política brasileira, alterando, de forma bastante clara, as prioridades na gestão pública, voltando as suas ações quando no Governo para a conquista da cidadania da maioria da população brasileira. Trabalhou construindo uma ética de transparência, de controle social, fazendo a discussão do Orçamento, reforçando os conselhos populares. Isso de uma forma positiva. Acho que atuamos também de uma forma negativa, construindo uma moral udenista, formal, sem base, que nos criou problemas mais adiante. Querem, por fim, atingir também o Presidente Lula, mas esse tiro está saindo pela culatra. A avaliação do seu Governo até cresceu depois das denúncias, principalmente na base social da população. A diminuição do desemprego, o reajuste do salário mínimo, a ampliação dos programas sociais explicam a estabilidade, na avaliação do Presidente do Instituto Sensus. Marcam também o Governo Lula a atuação na Controladoria Geral da União, feita pelo eminente Governador Waldir Pires, que por um processo de escolha aleatóriao, por sorteio, fiscaliza a maioria das cidades, e a atuação do Ministério da Justiça, através da Polícia Federal, com o combate à sonegação, à evasão fiscal, sem combater só negros e pobres. Independentemente da situação de classe, a averiguação é feita, e os processos são encaminhados. A liberdade que estamos dando ao Ministério Público demonstra essa correção de rumo do Governo. No caso do Presidente, está ainda mais clara a intenção de impedir a governabilidade quando até o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso propõe uma troca indecente, que é resolver a crise com a desistência da concorrência a um novo mandato. Não engolem a ousadia desse operário que, ao chegar ao poder, não descolou sua atenção da base da pirâmide social brasileira e que tem capacidade de manter uma postura de dignidade no caráter, tanto e tem um trabalho respeitado tanto interna quanto externamente. Isso é afirmado na mídia internacional, quando o jornal francês Le Figaro diz que Fernando Henrique não engole o êxito do seu sucessor no estrangeiro. Tenho a maior tranqüilidade em defender que todas as denúncias sejam analisadas e que quem for culpado em algum processo de corrupção seja punido. O que não se pode é fazer das CPIs instrumentos políticos de autopromoção, querendo utilizá-las de forma inadequada e irresponsável contra adversários. A acusação contra mim é de que um assessor de meu Gabinete foi até o prédio do Brasília Shopping onde funciona uma agência do Banco Rural em dia em que não houve saque denunciado pelo COAF. O rapaz, com 20 anos à época, me informou, depois que tive conhecimento da denúncia, que ia ao prédio do Brasília Shopping vez ou outra entregar encomenda de cosmético da firma onde sua mãe trabalhava, e que eventualmente usava o banco para fazer pagamentos da empresa ou pagamentos de contas de água, luz ou telefone de sua família. Não podemos admitir que se queira sangrar nosso partido e seus Deputados com irresponsabilidades como essa do Deputado Rodrigo Maia. Esta Casa precisa dar um basta nessa onda de denuncismo barato, com filhinhos e netinhos que não têm história, que chegam aqui porque têm o painho e o voinho que os elegem, dando uma de arautos da moralidade e buscando enxovalhar nomes honrados. Se a moda pega, se não se punem exemplarmente essas atitudes, a sua proliferação vai se dar, e o Parlamento vai ficar à mercê desses irresponsáveis. Sras. e Srs. Deputados, já tivemos grampos no Senado, escutas telefônicas, corruptos dando as cartas, mas, na hora em que se atingem pessoas honradas, sofremos nós, sofremos nossos familiares. Minha mãe, de 82 anos, foi internada no último sábado, após notícia veiculada na televisão. Ela, que está na UTI do Hospital São Salvador, vai fazer um cateterismo, amanhã, em conseqüência desse processo de enxovalhamento no qual estamos vivendo. Isso é inadmissível. Essa situação não constava do meu discurso e não ia relatá-la aqui. Mas, quando vinha para cá, recebi um telefonema do meu irmão, que me informou o estado de saúde da minha mãe. Ontem, ao visitá-la, acreditei na possibilidade de ela ter alta hoje. Portanto, repudio a atitude desses irresponsáveis. Entendo que esta Casa vai se reerguer, o Partido dos Trabalhadores vai recuperar sua credibilidade e sua história, os problemas serão enfrentados e vamos punir exemplarmente os culpados, como disse o Presidente Lula. Estamos construindo a democracia e a liberdade em nosso País. Era o que tinha a dizer. Muito obrigado.
19/07/2005
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